“Metal Central” de Alfredo Ferreiro: Núcleos animados

«Ás veces, ouvimos os estertores das máquinas máis vellas, os supiros de bielas permanentemente fatigadas, a sádica sede de bombas agonizantes. As máquinas que por fin un día paran parecen voltar ao paraíso pesado e duro da vida mineral.

Posiblemente este fermoso poema, que aparece en Metal Central, sexa ilustrativo dos camiños abertos […]

Lembrança da professora de literatura

A vida consiste em sucessivas mutações do amor

A Maria Díaz Vidal, in memoriam

Ó Maria, acho menos as tuas coxas carregadas de poesia, teus lábios de vénus aloirada e teus quadris para sempre rimados no meu coração. Teus andares sinestésicos forneciam a métrica semanal do tambor literário que ardia no […]

«Transformação», por Ramiro Torres

Para Miguel, Xavier, Moncho e Xulio, em nova fraternidade

Resides no obscuro que ilumina o saber-te aqui, música gravitante sobre os olhos desarmados no absoluto a fluir como rio dentro de nós, neste lado do existente submersos na serena transmutação do tempo em oceano, suspendendo-te no abraço primeiro da memória […]

Dois poemas no centenário da Primeira Grande Guerra

Uma guerra que começa com uma população a seguir o arame farpado da falsa democracia. Uma guerra que enche um carro de combate com a carne cega do proletariado. Uma guerra em que o povo carrega as poderosas metralhadoras do liberalismo. Uma guerra em que o Pai Natal troca renas por aviões para repartir bombas […]

Automático 29/03/2014

Começar a roer sem termo

como em uma deflagração óssea

que só incumbe aos planetas irados

que nos governam internamente,

internamente marcianos ou venéreos,

docemente mercuriais ou arrebatadamente plutónicos,

todos aplaudindo a dança que o sol e a lua

dedicam ao mundo enquanto parem satélites

entre a sucata estelar que defeca o progresso.

Cataclismos são […]