Ninguén planta un carballo para si

Nos teus olhos sem penumbra…, por Ramiro Torres

Nos teus olhos sem penumbra
Cabem as asas do presente, aberta
A casa às ruas, nascentes, em redor.
Decifras as palavras que criam o tempo
Mentres esqueces o teu nome na areia
E as mãos acendem as luzes precisas.
Lugar da transparência, o corpo é
Cruzamento de caminhos, nó desta
Viagem para a tua conversão em
Estrela primeira grávida de universo.

R. T. 07-2008.

Chuzame! chuzame -
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3 Comments

  1. Ui
    Posted 2008-07-16 at 12.34 am | Permalink

    Be water, my friend.

  2. Casteleiro
    Posted 2008-07-28 at 9.38 am | Permalink

    Gostei, graças.

  3. Posted 2008-07-28 at 8.59 pm | Permalink

    Lindo poema, em verdade. Das imagens das ruas nascentes e a estrela grávida gostei, se cabe, mais.

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